SENALE muda de nome para SENALESBI

O Seminário Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais cuja VIII edição teve lugar em Porto Alegre no fim do mes passado e início deste mes, se chamará, a partir da próxima, SENALESBI.

É um fato histórico por onde quer que se olhe e parece tardio na história desse evento que foi na maior parte de suas edicoes, exclusivamente cis e lésbico.

GT – BISSEXUALIDADES

•           Produção e difusão de materiais (artigos, textos, musicas, poesias e outras formas de expressão oral, escrita e corporal) com a pauta da bissexualidade;
•           Garantir que nas próximas edições do SENALE as bissexuais estejam representadas na gestão (comissão executiva nacional) e nas temáticas abordadas no evento;
•           Garantir a paridade entre lésbicas e mulheres bissexuais nas mesas, como facilitadoras de Painéis, GTs, Rodas de Conversa e outras atividades do SENALE;
•           Estabelecer o compromisso entre as entidades, organizações, fóruns, e demais grupos e articulações presentes no VIII SENALE de pautar a bissexualidade no âmbito local;
•           Assumir o compromisso no movimento de lésbicas e bissexuais a utilizar os termos “Bifobia” e “Lesbofobia” preferencialmente em separado;
•           Que a partir do IX Seminário Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais, a sigla “SENALE” seja substituída pela sigla “SENALEB” a fim de garantir a visibilidade e participação das mulheres bissexuais no evento; (proposta APROVADA E MODIFICADA NA PLENÁRIA FINAL, ficando SENALESBI)

Também neste último SENALE definiram para os próximos a participacao com voz e voto de mulheres trans (também tarde, mas antes tarde do que nunca).

GT – TRANSEXUALIDADES, INTERSEXUALIDADES E MOVIMENTO DE LÉSBICAS E MULHERES BISSEXUAIS
•           Apoiar o Projeto de Lei 5002/2013 que prevê a criação da Lei de Identidade de Gênero (PL João Nery);
•           Reconhecer a diferenciação dos termos identidade de gênero e orientação sexual nos documentos oficiais do SENALE (ficha de inscrição, carta, caderno de orientações, moções);
•           Garantir a participação de mulheres trans, TRAVESTIS lésbicas e bissexuais no SENALE com direito a voz e voto;
•           Inserir o debate das transexualidades, travestilidades, intersexualidades e do enfrentamento à transfobia nas mesas, conferências e demais espaços do SENALE;
•           Que a carta de Porto Alegre inclua o compromisso das signatárias de fortalecer o diálogo junto às organizações de transexuais e travestis nos seus estados.

No site da LBL/RS se encontra na íntegra a Carta de Porto Alegre e e as outras propostas aprovadas nos GTs e plenárias.

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