Quem ainda não é fã da Anna Paquin deveria começar agora

Anna Paquin tem todo direito de ser um de nossos ícones no momento. A atriz, de 32 anos recém cumpridos e bissexual assumida, não apaga o B de sua orientação com o clichê “gosto de pessoas” e a defende no lugar de se esquivar com respostas vagas.

Não era um grande segredo. Foi apenas uma causa que eu me importei em apoiar. Eu nunca tinha tido a oportunidade de falar desse assunto de uma forma útil.

Revista Quem

Anna Paquin me faz lembrar sua colega  Ellen Page, que saiu do armário recentemente em um evento de apoio à juventude LGBT. Ellen é lésbica e o que ela faz com certeza vai insipirar jovens de sua geração, principalmente outras lésbicas. Representatividade importa e que pessoas muito visíveis como são atores, cantores, autores, atletas e famosos em geral nos podem ajudar muito nisso. Ricky Martin é um exemplo, bem como o ex-nadador australiano Ian Thorpe.
Enquanto temos vários exemplos homossexuais, porque tão pouco bissexuais? A resposta óbvia, apagamento, bifobia, monossexismo etc que fazem a bissexualidade parecer simplesmente irrelevante, bissexuais igualmente irrelevantes ou mesmo inexistentes e nossa necessidade de representação é diretamente anulada. Nem personagens fictícios estão fora dessa.

É nesse contexto que vejo com bons olhos o que faz Anna Paquin, ela sim me representa, senão em outros atributos, em sua bissexualidade e na maneira como a defende. E não faltam oportunidades frente ao frequente questionamento por causa do seu casamento monogâmico com um homem.

E ela não só responde, também propõe: disse recentemente que quer falar de bissexualidade até que seja banal (no original, “boring”).

Há pessoas que vão morrer convencidas daquilo que pensam sobre a comunidade LGBT. Isso é um problema delas e não meu. E também há gente que pensa que a monogamia e a bissexualidade não são compatíveis. Mais uma vez, é um problema deles e não meu. A razão pela qual acho que é importante falar deste assunto é porque penso que quanto mais normal e, francamente, mais mundano e chato este assunto se tornar, melhor será para toda a gente que faz parte desta comunidade.

Activa 

Talvez não todes concordem com essa afirmação mas temos que aceitar que pelo menos parte dela é positiva. Para que chegue a ser banal antes tem que ser visível, coisa que não é, pelo menos não da maneira correta, a maior visibilidade bissexual que temos agora é a visibilidade dos mitos bifóficos, e são esses mitos que ela trata de desmentir.

 

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